Aos 95 anos, moradora de Itapeva enfrenta a chuva para votar e dá exemplo de cidadania

Em um domingo marcado pela chuva, uma história de determinação, amor à democracia e cidadania chamou a atenção em Itapeva.

Em um domingo marcado pela chuva, uma história de determinação, amor à democracia e cidadania chamou a atenção em Itapeva. Aos 95 anos, a itapevense Cecília Genivezzi Santos fez questão de sair de casa e exercer seu direito ao voto nas eleições deste domingo (04/10), mostrando que a idade e as dificuldades não são obstáculos para quem acredita na importância da participação democrática.

A imagem, enviada com exclusividade ao Itapeva Alerta por sua filha, Vilma Genivezzi, registra um gesto que vai muito além de uma simples ida às urnas. É o retrato de uma geração que construiu sua história com perseverança e que continua ensinando, por meio de atitudes, o verdadeiro significado da cidadania.

Nascida em Itapeva no dia 28 de agosto de 1931, Cecília completou 95 anos há pouco mais de um mês. Viúva há 43 anos, ela criou uma família de sete filhos, dos quais quatro estão vivos atualmente. Uma trajetória marcada por desafios, perdas e, sobretudo, pela força de uma mulher que segue vivendo com disposição e alegria.

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Auto Posto Incospel / Ipiranga

E engana-se quem pensa que a idade a impede de aproveitar a vida. Cecília faz pilates, dedica parte do tempo ao tricô e mantém-se conectada com o mundo por meio do WhatsApp e do Facebook. Uma senhora que acompanha os tempos modernos sem deixar para trás os valores que carrega há quase um século.

Neste domingo, porém, foi a chuva que colocou mais um desafio em seu caminho. Ainda assim, Cecília fez questão de participar da votação, deixando uma mensagem silenciosa, mas poderosa, para todos os brasileiros: a democracia também se fortalece com a participação de cada cidadão.

Sua atitude é uma verdadeira lição para as novas gerações. Em tempos em que tantas pessoas deixam de reconhecer a importância do voto, Cecília nos lembra que exercer a cidadania é também honrar a própria história, valorizar as conquistas de gerações anteriores e acreditar que cada escolha tem seu valor.

Aos 95 anos, ela não precisou de discursos para ensinar. Bastou um gesto.

E, em um domingo de chuva, Cecília mostrou que a força da cidadania não se mede pela idade, mas pela consciência de quem sabe que seu voto faz parte da história do país.

Uma história que merece ser contada, celebrada e, acima de tudo, seguida como exemplo.

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